terça-feira, 11 de maio de 2010

Calcanhar de Platão.

Conceda-me imaginários instantes
Desses lábios tão avermelhados.
Existem raríssimos diamantes
Que não precisam ser lapidados.

Não deixe que eu a toque,
Jamais permita-me tê-la.
Você só continuará perfeita
Se eu puder apenas vê-la.

Sinto-me em mar aberto
Sem meu varonil bergantim,
Mas nele jamais afogarei
Enquanto preservá-la assim.

Fraquezas, sim, são muitas!
E somente uma pode me derrubar.
Preciso apenas da minha mente
Para viver e para amar.

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